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Por que a gravel é um bom negócio para a sua oficina

A manutenção da gravel corre o ano inteiro: lama, travões de disco e cassetes gastam-se mais depressa. Eis por que é um bom negócio para as oficinas.

SD
Redazione CrankPal
30 de junho de 2026
3 min de leitura
Por que a gravel é um bom negócio para a sua oficina

Uma bicicleta gravel não hiberna em novembro. Quem a usa para ir para o trabalho, para treinar no inverno ou para cicloturismo o ano inteiro traz-na de volta à oficina muito mais vezes do que a bicicleta de estrada de gama média, que normalmente só sai da parede de março a setembro. É aí que está a verdadeira oportunidade para uma oficina: não tanto na margem sobre o quadro no momento da venda, mas no fluxo de manutenção da gravel que essa máquina gera ao longo dos dois anos seguintes.

Uma categoria feita para o uso quotidiano

A gravel chegou a um mercado italiano que atravessa uma fase difícil desde o pico da era Covid, com 2,01 milhões de bicicletas vendidas em 2020: -10% em 2022, -23% em 2023, e a estabilizar em 1,303 milhões de unidades em 2025. A faturação do setor ao longo desse período deslizou de 3,2 mil milhões para cerca de 2,5 mil milhões de euros, enquanto as margens desabaram de 7,6% para 3,2% entre 2021 e 2023. Num mercado que se comprimiu, as categorias que geram receita recorrente pesam mais do que as que geram apenas uma margem de venda pontual. A gravel, dado o modo como é de facto usada — estradões, alcatrão, chuva, longas saídas fora de época —, encaixa nessa lógica quase por natureza.

Não é por acaso que o serviço já é o que mantém muitas lojas à tona: o trabalho de oficina representa até 60-90% da faturação da loja e cerca de 70% do lucro global, com 95% dos cerca de 4000 retalhistas especializados da Itália a fazerem trabalho de reparação. Uma bicicleta pensada para ser usada doze meses por ano, em terreno misto, é simplesmente um multiplicador desse número.

O que muda na manutenção gravel face à estrada

O uso fora de estrada e o pedalar no inverno aceleram o desgaste de peças que costumavam durar uma época inteira numa bicicleta de estrada tradicional: cremalheiras, correntes e cassetes apanham mais contaminação de lama e areia, os pneus tubeless precisam de verificações de vedante mais frequentes, e os travões de disco — agora o padrão da categoria — precisam de calibração e substituição de pastilhas mais regulares do que os travões de aro alguma vez precisaram. São exatamente as famílias de peças que se mantêm campeãs de vendas constantes no mercado de pós-venda: câmaras de ar, pneus, correntes, pastilhas de travão. Acrescente a isso a fatia crescente de gravel eletrificadas, que precisam de peças específicas de motor e bateria — um segmento em rápido crescimento, dado que as eBikes representam agora cerca de 20% das bicicletas vendidas na Itália, contra 10% em 2017.

Para uma oficina, isso traduz-se num calendário de manutenção gravel previsível — apertando os intervalos de verificação de cassete e travões face a uma bicicleta de estrada que só vê os meses de bom tempo — e em vendê-lo ao cliente como um pacote, e não como um trabalho pontual depois de algo partir.

De cliente ocasional a cliente recorrente

O ângulo mais interessante, olhando para os números de todo o setor, é que a gravel toca também noutra tendência: o crescimento do cicloturismo, que na Itália representa agora até 89 milhões de dormidas e 9,8 mil milhões de euros de impacto económico em 2024. Os cicloturistas focados na gravel procuram apoio técnico ao longo dos seus percursos, e não apenas antes de partir — um perfil de cliente que uma oficina puramente urbana raramente vê com a mesma regularidade.

Transformar essa recorrência num sistema — saber quando um cliente de gravel veio à oficina pela última vez, quando comprou uma cassete pela última vez, se anda regularmente em estradões — é tanto um problema de dados como de bancada. É aí que um CRM feito para oficinas, como o CrankPal, ajuda a transformar a manutenção da gravel de um trabalho esporádico numa relação contínua: acompanhando o histórico de cada bicicleta, agendando lembretes de serviço e mantendo um inventário de peças alinhado com os ciclos reais de uso da categoria, em vez do ritmo mais sazonal das bicicletas de estrada.

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